Promoção: Do Rio de Janeiro e seus personagens

quinta-feira, abril 07, 2011

Amanhã, dia 08/04, é o último dia para o envio de sua frase ao Concurso Cultural "Do Rio de Janeiro e seus Personagens".

As frases serão aceitas até às 22h.

O resultado será divulgado no dia 10/04.

Promoção: Do Rio de Janeiro e seus personagens

sexta-feira, março 11, 2011

O Blog Clarice Lispector está realizando uma nova promoção. O vencedor será contemplado com o livro “Clarice Lispector - Do Rio de Janeiro e seus personagens - Crônicas para jovens”, organizado por Pedro Karp Vasquez.

O participante deverá elaborar uma frase que tenha por objetivo “definir” Clarice Lispector.

1 - Da inscrição

* O texto deverá ser enviado para o e-mail blogclispector@gmail.com.
* O participante receberá uma confirmação por e-mail de que o texto foi recebido e está concorrendo.
* Envie sua frase em arquivo .doc do Microsoft Office Word;
* Utilize a fonte Times New Roman, tamanho 12;
* O nome do autor do texto é obrigatório;
* Envie o link de seu blog (não obrigatório).

2 - Dos critérios de escolha

* É fundamental a utilização da língua portuguesa culta;
* O Blog analisará se a frase atende ao objetivo proposto.

3 - Da divulgação do resultado

* As frases serão aceitas até o dia 08 de abril de 2011.
* Os vencedores serão comunicados via e-mail;
* O resultado será divulgado no dia 10 de abril de 2011 no Blog Clarice Lispector.

4 - Dos vencedores

* O primeiro colocado no concurso será contemplado com um exemplar do livro “Clarice Lispector - Do Rio de Janeiro e seus personagens - Crônicas para jovens” e terá sua frase postada no Blog Clarice Lispector;
* O segundo e o terceiro colocados terão suas frases postadas no Blog Clarice Lispector.

Do Rio de Janeiro e seus personagens

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

Quando voltou definitivamente para o Brasil, Clarice Lispector não teve dúvidas e escolheu o Rio de Janeiro para fixar residência e criar seus filhos. Como cronista, sempre procurou seus temas nas ruas da cidade ou em conversas com seus mais bem informados habitantes. Em Do Rio de Janeiro e seus personagens – Crônicas para jovens, a autora conduz o jovem leitor a um instigante passeio pela Cidade Maravilhosa por meio de suas crônicas.
O mar e a floresta são presenças constantes em seus textos. O murmúrio do Oceano Atlântico, que ela ouvia do terraço do seu apartamento, costumava acalentar suas insônias. E crônicas como “Um reino cheio de mistério” e “O ato gratuito” foram inspiradas em suas frequentes visitas ao Jardim Botânico.
Além de contemplar a natureza privilegiada do Rio de Janeiro, as crônicas cariocas de Clarice têm na vida cotidiana da cidade o ponto de partida para relatos, como os de empregadas domésticas ou de motoristas de táxi, que quase sempre se desdobram em considerações metafísicas. Um exemplo disso é a crônica de abertura, intitulada “Perdoando Deus”, que começa assim: “Eu ia andando pela Avenida Copacabana e olhava distraída edifícios, nesga de mar, pessoas, sem pensar em nada.” Com o título, a crônica trata de uma especulação tipicamente clariciana sobre a condição humana e sua relação com o divino.
Nessa coletânea de crônicas – terceira de uma coleção que reúne textos de Clarice selecionados por temas, com o objetivo de apresentar a faceta cronista de umas das maiores escritoras brasileiras às novas gerações –, o leitor conhecerá tanto o Rio pessoal e secreto da autora quanto o coletivo, numa mescla hábil do espírito carioca com seu modo único de ver o mundo. Apesar de sua experiência jornalística, Clarice consegue somar o campo ficcional ao campo jornalístico em temas que, mais tarde, seriam aprofundados em sua obra literária.

Mais informações: Editora Rocco.

Concurso Cultural: 1° lugar.

sábado, janeiro 29, 2011

A Descoberta de uma alma.
Bruna Mendes Roza Rodrigues
Blog: http://bubuhdulce.blogspot.com

Nunca soube realmente o que eu era ou o que eu deveria ser. Nunca soube sorrir na hora errada ou afogar-me em lágrimas na hora certa. Nunca soube decidir o quão seria forte, ou não. Porém, desde que soube o que minha alma pensa, passei da ilusão para a verdadeira solidão. Descobrir o verdadeiro valor de um sorriso talvez se encontre na mesma intensidade de descobrir o sopro da palavra, já que lá do fundo vem o verdadeiro reflexo do que encontro em minha alma. Nisso, Clarice me inspira. Clarice consegue reviver cada pedaço da minha carne, do meu olhar ao redor de um mundo que nada vale, que dificilmente escolhe-me. Sua influência transgride o nada para o tudo, o vazio para o completo. Seu olhar sobre o mundo passa a mim a clareza do que posso ou não encontrar em uma vida que ainda não encontrei.
Clarice leva-me para um interior no qual ainda não havia encontrado. Um interior nulo e completo de enigmas irracionais que não posso descobrir. Leva-me para uma possível vida fora da vida. Leva-me para outro mundo. Mundo no qual encontrei ao entrar dentro de mim, depois de tentar decifrar seu interior. Sua influência foi tamanha que hoje, escrevo de uma maneira prestes a libertar tudo o que sempre tentei, mas que com as dificuldades não fui capaz de conseguir. Clarice entrou em minha alma e em um pedaço de minha existência. Como se fosse um diário de minhas palavras, descobri em seus feitos uma outra sensação. Sensações do completo e do vazio, do ser e não ser, do ter encontrado o que talvez não quisesse ter sido encontrado.
Clarice reavivou com seu sopro de virtudes e pensamentos, uma outra parte de meu interior. Descobri que posso ser e posso sentir. Descobri que uma simples e modesta palavra muda um interior perdido. Descobri a luz em cada palavra e em cada pedaço de um olhar diante da vida.
Mostrou a mim que cada palavra tem um significado tão forte capaz de matar e reviver, capaz de reacender o fogo dos olhos de quem um dia havia perdido. Foquei-me em sua liberdade individual de alcançar suas plenitudes sem que o meio pudesse ser capaz de interferir, pois para mergulhar em seu mundo, é preciso ter consciência de seu próprio psicológico. Suas palavras são tão intensas capaz de transformar toda uma vida, por isso conseguiu mexer com nossos mais secretos medos e desejos. Transformou meus mais secretos medos em próprios desejos.
Sinto-me como se estivesse em cada livro e em cada espaço de suas linhas, como se me transportasse a outro mundo, o mundo de Clarice, e em cada mudança de página, preciso viajar dentro de meus suspiros, para conseguir voltar a ler. Por isso para ler Clarice, é preciso ter maturidade sobre sua alma, é preciso ser tocado por cada linha e por cada palavra. Lispector me instigou a procurar outro mundo ao escrever, a encontrar outra luz que ainda não havia percebido. Abriu em mim, o recomeço de uma nova felicidade.

Concurso Cultural: 2° lugar.

sábado, janeiro 29, 2011

Clarice em minha vida
Nara França
Blog: http://ironia-cronica.blogspot.com

Clarice Lispector me foi apresentada, quando eu tinha dez anos de idade, por uma professora, que disse achar que eu fosse me identificar com a escritora. “Perto do Coração Selvagem” foi o primeiro livro de Clarice a me tirar do chão, me jogar no abismo, de olhos fechados, e me fazer voar... Até hoje, leio e releio Clarice, aos sobressaltos – alma inquieta, ferida constantemente aberta.
Ao saber da existência de Clarice, passei a saber cadinho mais da minha própria existência – o olhar dela sobre a vida não me deu, não me dá, respostas, mas sim, mais e mais indagações. E, até hoje, mantenho esses encontros e reencontros com ela – lendo e relendo Clarice Lispector, com a sensação de ter nas mãos – entre as páginas de cada livro dela – o próprio coração da escritora, que ainda pulsa, e causa êxtase... A vida de Clarice continua permeando a minha vida.
A cada releitura, Clarice me fala tanta coisa. Mesmo quando ela silencia, nas páginas fechadas dos livros, ainda assim, ouço Clarice. Chaya bat Pinkhas (Chaya filha de Pinkhas) me conta que sempre quis pertencer. Cedo, muito cedo, perdeu o chão – foi levada embora pela família dela, na primeira infância, do lugar onde nasceu, e nunca mais voltou. Depois, perdeu, pela primeira vez, a identidade – teve o nome trocado, tão logo a família chegou ao Brasil. Aos nove anos de idade, perdeu a mãe. Mais tarde, outra perda dolorosa à jovem Clarice: a morte do pai dela. O casamento com um diplomata fez Clarice perder o caloroso contato com familiares e amigos, que ficaram no Brasil, enquanto ela dizia estar dando vida à “Clarice Gurgel Valente”. As perdas continuaram fazendo parte da vida da escritora, que confessou ter perdido até a vontade de viver.
Dizem que Clarice Lispector morreu em nove de dezembro de 1977 – talvez, fechou o ciclo da própria vida, já que nasceu em dez de dezembro de 1920. Mais de trinta anos passados, e, na alma de muita gente, feito na minha, Clarice ainda ecoa palavras e textos que ela mesma admitia não compreender – ela, que se dizia “tão simples, como Bach”.

Concurso Cultural: 3° lugar.

sábado, janeiro 29, 2011

Clarice Lispector: a diva na vida de uma medíocre mortal
Lindiane Cardoso
Blog: http://asletras-eeu.blogspot.com

Não me recordo da primeira vez que encontrei Clarice. Acho que foi no Magistério. Mas isso, não tem tanta importância.
O que realmente importa é que seu nome me chegou como fruto do acaso, sem esperar, sem desejar. Ouvi, gostei da sonoridade, da força e beleza enraizada no sobrenome Lispector. Mais tarde descobri o seu significado e pensei: ela é uma lis no peito, uma flor que nós carregamos no lado inverso ao direito, naquele canto onde retumba o órgão encarregado de sentir o amor.
Eu amo Clarice. Percebo isso todas as vezes que escuto seu nome: me arrepio; quando alguém diz que não gosta dos seus escritos, da sua “loucura” e complexidade: me armo de argumentos e defendo-a; sempre que escuto um elogio direcionado a seu respeito: fico contente e me gabo de conhecê-la; quando leio suas palavras: vejo-a diante de mim, viva, falando comigo com seus “rr” enrolados, problema de dicção; quando toco um dos exemplares escritos por ela: sinto sua presença como se estivesse materializada ali. CLARICE LISPECTOR.
Ouvi. Gostei. Vi. Admirei. Li. Amei. Conheço-a a cada dia. Vivo me surpreendendo. Afinal, viver é o que faço de melhor.
Muitas pessoas devem se espelhar em Clarice, outras até se consideram parecidas com ela. Eu me vejo nela.
Não sou parecida, não tenho características comuns, não escrevo como ela. Ver-me nela é diferente de ser parecida com ela. É diferente de me espelhar nela. Ser parecida significa escrever com os sentimentos elevados ao extremo, com profundidade, com a alma. Espelhar significa desejar ser como ela: uma mulher introspectiva que nasceu “para amar os outros, criar os filhos e escrever”, alguém que amou até morrer: os filhos e a escrita.
Na verdade, ver-me em Clarice é, sentir que suas palavras são as palavras que guardo em mim com vontade de dizer, de escrever; suas atitudes impulsivas são as atitudes que eu peno a cumprir, mas que tanto desejo; sua capacidade de amar sem medida é o amor que tenho e é guardado para amar sem culpa, por completo.
Clarice Lispector é como uma estatueta que não vejo, e sim sinto. E no sentir, ela se materializa e vive em mim.